Gaudí. Tudo em Barcelona respira Gaudí. E se não fosse este senhor, a cidade não tinha tanto encanto. Foi um génio, e que ninguém lhe retire injustamente o mérito. É bizarro, mas fascinante. E Antoni Gaudí, é daquelas pessoas que me faz sentir pena de não ter conhecido. Acho incrível a forma como harmonizou o extravagante com o cómodo. E venha quem vier, isto é só para senhores enormes como ele. Gaudí, faz corar de vergonha muitos arquitectos, certamente. É inevitável!
La Sagrada Família
Não vou contar a história da carochinha. Até porque é dispensável. Felizmente ou infelizmente a wikipédia conta tudo desde a época em que Gaudí era um menino, e a sagrada família um espermatozóide. E palavras são dispensáveis quando se fala nesta enorme obra inacabada. Olhar para ela parece um sonho, é irreal. Quando sai da estação do metro, olhei para trás e a vi, foi como um baque no estômago. É maravilhosa, e falo no verdadeiro sentido da palavra. Tenho pena de não ter entrado, fiquei só com a imagem de fora, isto porque as filas para entrar eram de horas, sendo que se corria o risco de chegar finalmente à entrada e os bilhetes estarem esgotados. Por isso, e até porque quem vai de férias não quer perder metade de um dia numa fila, aconselho a comprarem os bilhetes online (a entrada é directa para quem o faz, sem filas), e podem fazê-lo
aqui!
Casa Batló
Esta casa maravilhosa, que nos faz sonhar, que nos transporta para as mil léguas submarinas, é o meu ponto preferido em Barcelona. Entrar nesta casa, é uma experiência a não perder. São tantos os pormenores, os requintes, as histórias, os significados, que me é quase impossível enumera-los.
É fascinante a forma como Gaudí construiu uma casa em meados 1875, casa essa que continua a ser bizarra e futurista no decorrer de 2013. Ao longo da visita, apercebi-me que Gaudí não tinha só noção de estética, mas também de funcionalidade, toda a casa é funcional e prática, para além de bonita e encantadora.
O preço de entrada é um pouco caro (16,50€, tendo desconto com cartão de estudante), no entanto, uma vez que a Casa Batló não recebe qualquer apoio do estado, é compreensível este valor se pensarmos em necessidades de manutenção. Contudo, se há dinheiro bem investido é neste tour, tem audio-guia (em português também) e transporta-nos para outra dimensão, para o imaginário.
Reparem nos contrastes de luz, nos azulejos, nos vitrais, nas varandas, nos candeeiros, na conjugação de cores, nas maçanetas, no tecto, no corrimão das escadarias, subam até ao terraço, e aproveitem o que Gaudí nos deixou de melhor.
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| A Casa Batló, fica em Passeig de Gràcia, 43. Pode escolher como forma de se deslocar o serviço de bus ou de metro. As paragens de ambos os serviços ficam muito perto do museu. |
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| Fachada principal. As árvores à volta, dificultam um bocado a fotografia. |
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| As varandas fazem lembrar uma espécie qualquer de animal (e cheira-me que marinho). |
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| É interessante observar que os pilares da casa, fazem lembrar estruturas ósseas. |
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| Os vitrais do interior da casa, que criam aluciantes efeitos de luz, tudo premeditadamente pensado. |
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| Uma das inúmeras escadarias da casa, cujo corrimão se adequa perfeitamente à forma da mão. |
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| Pátio privado da Casa Batló |
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| Azulejos decorativos do interior da casa, que escurecem de tonalidade conforme se sobe de andar. |
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| Azulejos de um azul mais escuro no topo da casa, para dar a sensação de maior profundidade. |
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| Pormenor pensado por Gaudí, para alusão de que se está debaixo de água. |
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| Caligrafia de Gaudí. |
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| Pormenores do tecto do edifício. |
Casa Milá - La Pedrera
Infelizmente não tive o prazer de entrar neste edifício, mas tudo de forma pensada. Faço questão de mais tarde voltar, quando a Sagarda Família estiver terminada. E aí, visito este projecto de Gaudí.
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