quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Barcelona 4#

Gaudí. Tudo em Barcelona respira Gaudí. E se não fosse este senhor, a cidade não tinha tanto encanto. Foi um génio, e que ninguém lhe retire injustamente o mérito. É bizarro, mas fascinante. E Antoni Gaudí, é daquelas pessoas que me faz sentir pena de não ter conhecido. Acho incrível a forma como harmonizou o extravagante com o cómodo. E venha quem vier, isto é só para senhores enormes como ele. Gaudí, faz corar de vergonha muitos arquitectos, certamente. É inevitável!

La Sagrada Família

Não vou contar a história da carochinha. Até porque é dispensável. Felizmente ou infelizmente a wikipédia conta tudo desde a época em que Gaudí era um menino, e a sagrada família um espermatozóide. E palavras são dispensáveis quando se fala nesta enorme obra inacabada. Olhar para ela parece um sonho, é irreal. Quando sai da estação do metro, olhei para trás e a vi, foi como um baque no estômago. É maravilhosa, e falo no verdadeiro sentido da palavra. Tenho pena de não ter entrado, fiquei só com a imagem de fora, isto porque as filas para entrar eram de horas, sendo que se corria o risco de chegar finalmente à entrada e os bilhetes estarem esgotados. Por isso, e até porque quem vai de férias não quer perder metade de um dia numa fila, aconselho a comprarem os bilhetes online (a entrada é directa para quem o faz, sem filas), e podem fazê-lo aqui!



Casa Batló

Esta casa maravilhosa, que nos faz sonhar, que nos transporta para as mil léguas submarinas, é o meu ponto preferido em Barcelona. Entrar nesta casa, é uma experiência a não perder. São tantos os pormenores, os requintes, as histórias, os significados, que me é quase impossível enumera-los.
É fascinante a forma como Gaudí construiu uma casa em meados 1875, casa essa que continua a ser bizarra e futurista no decorrer de 2013. Ao longo da visita, apercebi-me que Gaudí não tinha só noção de estética, mas também de funcionalidade, toda a casa é funcional e prática, para além de bonita e encantadora.
O preço de entrada é um pouco caro (16,50€, tendo desconto com cartão de estudante), no entanto, uma vez que a Casa Batló não recebe qualquer apoio do estado, é compreensível este valor se pensarmos em necessidades de manutenção. Contudo, se há dinheiro bem investido é neste tour, tem audio-guia (em português também) e transporta-nos para outra dimensão, para o imaginário.
Reparem nos contrastes de luz, nos azulejos, nos vitrais, nas varandas, nos candeeiros, na conjugação de cores, nas maçanetas, no tecto, no corrimão das escadarias, subam até ao terraço, e aproveitem o que Gaudí nos deixou de melhor.

A Casa Batló, fica em Passeig de Gràcia, 43. Pode escolher como forma de se deslocar o serviço de bus ou de metro. As paragens de ambos os serviços ficam muito perto do museu.
Fachada principal. As árvores à volta, dificultam um bocado a fotografia.

As varandas fazem lembrar uma espécie qualquer de animal (e cheira-me que marinho).





É interessante observar que os pilares da casa, fazem lembrar estruturas ósseas.





Os vitrais do interior da casa, que criam aluciantes efeitos de luz, tudo premeditadamente pensado.



Uma das inúmeras escadarias da casa, cujo corrimão se adequa perfeitamente à forma da mão.



Pátio privado da Casa Batló






Azulejos decorativos do interior da casa, que escurecem de tonalidade conforme se sobe de andar.


Azulejos de um azul mais escuro no topo da casa, para dar a sensação de maior profundidade.

Pormenor pensado por Gaudí, para alusão de que se está debaixo de água.


Caligrafia de Gaudí.

Pormenores do tecto do edifício.




Casa Milá - La Pedrera

Infelizmente não tive o prazer de entrar neste edifício, mas tudo de forma pensada. Faço questão de mais tarde voltar, quando a Sagarda Família estiver terminada. E aí, visito este projecto de Gaudí.





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